Não que alguém tenha sentido minha falta, mas por motivos de organização das minhas não tão conturbadas vidas pessoal e profissional, retorno ao blog somente agora. Tentarei manter uma periodicidade maior nas postagens durante este ano, apesar de não poder prometer nada… No entanto, esperem por mim… Afinal, novidades são (quase) sempre bem vindas, e eu tenho algumas…
em mais um dia normal em frente ao computador…

5/05
Washington, DC

10/06
Washington, DC

7/08
Barcelona, Spain
ainda bem que a internet é um lugar democrático… por isso, sem julgamentos.
créditos: Mark Jenkins
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É muito bom ver uma banda goiana ganhar projeção nacional e internacional.
Já que Goiânia é a capital brasileira do rock alternativo, nada mais justo do que uma banda daqui seja reconhecida.

black drawing chalks
O grupo ao qual me refiro é o Black Drawing Chalks (@blackdrawing). De volta de sua primeira turnê internacional, o quarteto concorre em três categorias no VMB 2009: Aposta MTV, Videoclipe do Ano (por My Favorite Way) e Rock Alternativo.
O Black Drawing Chalks, que tem 4 anos de estrada, trabalha agora na divulgação do seu novo disco Life Is A Big Holiday For Us, que sucede o álbum de estréia Big Deal, lançado em 2007.
A votação on-line para o VMB 2009 será encerrada em 3 dias. Para votar acesse: http://vmb.mtv.uol.com.br/cat_artistadoano.html e longa vida ao rock goiano!

big deal

life is a big holiday for us
Confira abaixo o clipe do BDC que está concorrendo, My Favorite Way:
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Final de Semana com muito rock em Goiânia!
É a 8ª edição do Festival Vaca Amarela, produzido pela Fósforo Cultural.
Este ano discutindo o tema meio ambiente, o Vaca Amarela traz na sua programação palestras e shows. Confira!
8º VACA AMARELA – 2009 – PROGRAMAÇÃO
Palestras Brasil Central Music / Feira do Empreendedor
Local – Centro de Convenções
Entrada franca
10/09 – quinta – 14 horas
Artistas e imprensa – Relação, necessidade recíproca e interesse público
Sérgio Martins (SP) – está na Veja desde junho de 1999. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (São Paulo), trabalhou na redação do jornal Notícias Populares, nas revistas BIZZ e Época e colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, além da revista americana Time.
Carlos Brandão (GO) – trabalha com cultura (música, composição, produção e administração de espaços culturais), há 42 anos. Começou em 1967, num espetáculo no Teatro Inacabado. Como letrista, tem mais de 200 músicas gravadas em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Bruxelas e Paris. Participou ativamente do boom do rock em Goiás, quando dirigiu o Centro Cultural Martim Cererê, entre 1999 e 2006. Dirige o Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro e produz, desde 2008, 10 semanas de shows com o melhor da MPB em Goiás, o Canto de Ouro. Nas horas vagas, é jornalista, desde 1978.
10/09 – quinta – 17 horas
Comunicação independente: gerando negócios e promovendo a cidadania
Rodrigo Lariú (RJ) – comanda a gravadora independente midsummer madness desde 1989. Já lançou 25 CDs, 101 EPs de bandas brasileiras e estrangeiras. Produtor e diretor de TV há 10 anos, com várias colaborações para Rolling Stone, Folha de SP e O Globo, Lariú também é sócio fundador da Abrafin e coordenador de ações no coletivo Rede Rio Música.
Marielle Ramires (MT) – comunicóloga graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e atualmente é gestora do setor Negócios do instituto cultural Espaço Cubo. É também diretora de comunicação da Abrafin e Primeira Secretária da Associação de Produtores e Gestores Independentes de Cubo Card (Asprogic).
11/09 – sexta – 14 horas
Música e quadrinhos – Interações, interdependência e contribuições mútuas
Galvão (SC/GO) –trabalha com quadrinhos e ilustrações desde 1995, já tendo
publicado em algumas das principais revistas e jornais do pais. Ganhou duas vezes o troféu HQMIX por melhor site de autor (2003 e 2004). Cartunista, chargista e quadrinista d’O Popular e Folha de S. Paulo
Pedro de Luna (RJ) – formado em Comunicação Social pela UFF com MBA em Gestão Cultural pela UCAM, trabalhou nas rádios Fluminense FM e Venenosa FM, foi editor do Jornal do Rock e do site SK8.com.br, além de colunista dos jornais International Magazine e Rock Press, do site da MTV, Punknet e revista OutraCoisa. Publicou tiras na revista Laboratório Pop e no Jornal do Brasil, do qual é editor do blog Quadrinhos. Coordena o coletivo Araribóia Rock e realiza o projeto Bandas Desenhadas, levando para as HQs o que acontece no mundo real da cultura independente.
12/09 – sábado – 14 horas
Festivais independentes – Erros de ontem, acertos de hoje, melhorias para amanhã
José Flávio Jr. (SP) –é jornalista e crítico musical. Atualmente ocupa o cargo de editor contribuinte de música da revista Bravo!. Também escreve para o caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, e assina a coluna LoveSounds, na revista LoveTeen, da Editora Abril. Integra o conselho artístico da Oi FM e produz o programa diário Guia Oi Sampa. Divide o podcast Qualquer Coisa com o jornalista Paulo Terron e o músico Max de Castro. Já trabalhou nas revistas BIZZ, Veja São Paulo e no site Usina do Som. Também publicou textos nas revistas Vip, Playboy, Rolling Stone, Capricho, Isto É Gente, Jungle Drums e para os cadernos Folhateen (Folha de São Paulo) e Caderno 2 (Estado de São Paulo).
Márcio Jr. (GO) – Produtor cultural, mestre em Comunicação pela UnB, criador da Monstro Discos e dos festivais Goiânia Noise e TRASH – Mostra Goiana de Filmes Independentes, vocalista da banda Mechanics.
13/09 – domingo – 14 horas
Cultura cidadã – Arte e protagonismo para um mundo melhor
Daniel Zen (AC) – bacharel em Direito pela UFAC e mestre em Relações Internacionais pela UFSC. Preside a Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, do Acre, os Conselhos Estaduais de Cultura e de Patrimônio Histórico e Cultural e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. Integra a rede de gestores do Circuito Fora do Eixo de Música Independente e é o atual Coordenador de Ação Política da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Toca contrabaixo na banda Filomedusa.
Léo Pereira (GO) –jornalista, publicitário, poeta e dramaturgo. Autor de três peças teatrais: Poética Bancária, Traga-me Bombons Coloridos e A Doença do Acúmulo. Ativista cultural do movimento de poesia falada e teatro amador de Goiás nos anos 70 e 80. Autor e letrista do projeto poético-cênico-musical Terrorista da Palavra, gravado ao vivo no dia 11 de setembro de 2003, no Tearo Inacabado.
13/09 – domingo – 17 horas
Como abrir e gerir uma casa de shows
Rafael Bandeira (CE) – proprietário do Hey Ho Rock Bar-casa de shows com mais de 6 anos de existência. Um dos realizadores do Ponto.CE,um dos maiores festivais independentes do Ceará.Vice-presidente da Casas Associadas – Associação Brasileira de Casas de Shows Independentes. Produtor executivo das bandas Fossil e Encarne. Membro da RedeCEM – Rede Ceará de Música – coletivo que integra o Circuito Fora do Eixo.
Cláudio Pilha (MG) – proprietário da casa de shows A Obra em Belo Horizonte, organizador do festival Campeonato Mineiro de Surf e presidente da Casas Associadas – Associação Brasileira de Casas de Shows Independentes.
*Shows:
Centro Cultural Martim Cererê – Goiânia/GO
Ingressos– R$ 15 para cada dia
Sexta – 11/09
01:00 Canastra (RJ)
00:30 Umbando
00:00 Trilöbit (PR)
23:30 Gloom
23:00 Los Cociñeros (ARG)
22:30 Gilbertos Come Bacon (DF)
22:00 Technicolor
21:30 Pato com Laranja
21:00 Black Sonora (MG)
20:30 Madame Butterfly e os Burlescos
20:00 Dom Capaz (MG)
19:30 Chimpanzés de Gaveta
19:00 MC Dyskreto
18:30 Kabiotó
18:00 Novos Ébanos
17:30 ABERTURA DOS PORTÕES
Sábado – 12/09
01:00 Dead Fish (ES)
00:30 Mugo
00:00 Johnny Suxxx and the Fucking Boys
23:30 MQN
23:00 Atomic Winter
22:30 Woolloongabbas
22:00 Boddah Diciro (TO)
21:30 Anesthesia Brain
21:00 Ressonância Mórfica
20:30 Snorks (MT)
20:00 Fígado Killer
19:30 Dimitri Pellz (MS)
19:00 Girlie Hell
18:30 Novos Vinis (Anápolis-GO)
18:00 Just Another Fuck
17:30 ABERTURA DOS PORTÕES
APOIO:
Adress Hotel
Amma
Comurg
Agepel
Sebrae/GO
Lei Municipal de Incentivo à Cultura
Governo de Minas Gerais
Prefeitura de Goiânia
Música Minas
República – A casa do rock
CERVEJA OFICIAL:
Cerveja Sol
FESTIVAL FILIADO À
Abrafin
MEMBRO DO:
Circuito Fora do Eixo
POSTOS DE VENDA:
Hocus Pocus
Ambiente Skate Shop
PROMOÇÃO:
Interativa
Reator
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hey ho! let’s go!

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* postei este comentário sobre o filme “Um beijo roubado” no blog do Lisandro. quem se interessar, veja o filme e acompanhe as discussões!
“Um beijo roubado” é um filme com qualidades e defeitos, mas acho que as qualidades se sobressaem bem. A receita é simples e já bem conhecida: a história de um rapaz e uma moça que se conhecem e passam por obstáculos para ficarem juntos.
Wong Kar-Wai foi feliz na escolha dos planos de cena e das movimentações de câmera. A iluminação ajuda a transparecer os sentimentos dos personagens, ora escurecida nos momentos de tristeza e melancolia, ora avermelhada indicando raiva. A fotografia e a cenografia também ficaram bem interessantes. As cenas da torta de blueberry com sorvete que aparecem repentinamente e os cortes inesperados de uma cena para a outra são amostras de como o filme foge do abc do cinema clássico.
Falando um pouco mais sobre a torta de blueberry, o simbolismo que a envolve esclarece muito sobre o filme. Jeremy, em uma conversa com Elizabeth, afirma que sempre, ao final do dia, vende pedaços de todas as outras tortas, mas a de blueberry permanece intacta, as pessoas a “rejeitam”. Elizabeth, ao descobrir que o namorado a trocou por outra, se sente rejeitada, por isso pede uma fatia da torta e passa frequentar o Café de Jeremy, sempre para comer a torta de blueberry e conversar.
Em relação às cenas nas quais as paredes de vidro do Café estão entre a câmera e os personagens, não interpretei a presença do vidro como uma forma de o diretor impedir que o telespectador se aproximasse dos personagens. Para mim, o vidro estava ali por que os próprios personagens estavam passando por um momento de auto-conhecimento, e nem eles mesmos conseguiam mostrar os seus verdadeiros sentimentos.
Essa interpretação também pode ser feita quando Elizabeth está em sua viagem. Boa parte das cenas da personagem a mostram em uma superfície espelhada, na qual seu reflexo também é enquadrado. Interpretei essas cenas como situações nas quais a personagem estava se redescobrindo, já que esse era o motivo da viagem, em primeiro lugar. Acho que isso se confirma no final do filme, quando as cenas são um pouco mais nítidas.
As outras narrativas que se encaixam à história de Elizabeth durante a viagem (Arnie, Sue Lynne, Leslie e seu pai) podem até se juntar ao filme de forma inesperada, ou repentina, mas elas servem para dar à personagem principal novas perspectivas sobre a vida. Essas novas histórias acabam se mostrando determinantes para a volta de Elizabeth para Nova York.
A trilha sonora realmente se destaca, as interpretações de Norah Jones e Cat Power ficaram muito boas. No entanto, em alguns momentos da narrativa, as músicas parecem não se encaixar ao roteiro. Também concordo que, às vezes, a narrativa fica lenta e o filme acaba ficando um pouco chato, mas não deixa de ser interessante.
Quanto às atuações de Jude Law e Norah Jones nos papéis principais, acho que o próprio filme não exigia muito deles. O filme não pede que os personagens tenham grandes conflitos psicológicos ou reajam com profundidade o tempo todo. Apesar de o filme surpreender estruturalmente e fugir da simples “história de amor com obstáculos”, ele permite uma interpretação mais amena dos atores.

um beijo roubado
ficha técnica:
título original: My Blueberry Nights
gênero: Drama
duração: 01 hs 30 min
ano de lançamento: 2007
site oficial: http://www.myblueberrynightsmovie.co.uk/
direção: Wong Kar-Wai
roteiro: Lawrence Block e Wong Kar-Wai, baseado em estória de Wong Kar-Wai
produção: Stéphane Kooshmanian, Jean-Louis Piel, Jacky Pang Yee Wah e Wang Wei
música: Ry Cooder
fotografia: Darius Khondji
direção de arte: Judy Rhee
figurino: Sharon Globerson
edição: William Chang
elenco: Jude Law (Jeremy), Norah Jones (Elizabeth), Frankie Faison (Travis), David Strathairn (Arnie Copeland), Adriane Lenox (Sandy), Rachel Weisz (Sue Lynne), Benjamin Kanes (Randy), Cat Power (Katya), Natalie Portman (Leslie)
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Entrando na onda do dia mundial do blog, algumas sugestões:

1. http://rtietz.blogspot.com/ – blog do professor da área de comunicaçãoRoberto Tietzmann, da PUC-RS.
2. http://galtiery.wordpress.com/ – blog do galtiery, amigo e estudante de jornalismo (assim como eu).
3. http://brennokelvys.blogspot.com/ – blog do brenno, amigo e estudante de direito.
4. http://agendacult.wordpress.com/ – blog que divulga a agenda cultural de são paulo.
5. http://renatabatata.wordpress.com/ – blog sobre estilo e modo de vida.
Divirta-se!
Instruções:
- Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
- Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2009.
- Escreva uma descrição curta dos Blogs e coloque um link para os blogs recomendados.
- Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
- Junte a tag do BlogDay usando este link:
http://technorati.com/tag/blogday2009 um link para o site do BlogDay:http://www.blogday.org
Participe!
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Os britânicos do Arctic Monkeys, com o lançamento do novo disco marcado para a próxima segunda-feira, dia 24, participaram do essa semana do programa Zane Lowe na Radio 1 da BBC. Humburg é o terceiro álbum da banda, que foi fenômeno de vendas em 2006, com o disco de estréia Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not.
No programa de rádio, eles fizeram uma apresentação ao vivo no estúdio. Entre as músicas tocadas, estão duas do novo trabalho, o single Crying Lighting e Secret Door. As outras canções do dia foram The View From The Afternoon, do primeiro álbum e 505, de Favourite Worst Nightmare, segundo disco do Arctic Monkeys, lançado em 2007. Quanto às novas canções, a banda conseguiu mostrar que continua com a qualidade de sempre, e o vocalista e principal compositor da banda Alex Turner, que tem capacidade para surpreender muita gente.
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drês
No dia 22 de maio, o ex-Titã Nando Reis lançou seu novo álbum. Intitulado Drês, o disco fecha uma trilogia “romântica” do cantor. A letra A, de 2003 e Sim e Não, de 2006 são os álbuns que completam o ciclo. Sexto disco da carreira solo do cantor, Drês é o terceiro gravado em parceria com o grupo Os Infernais e com a produção de Carlos Pontual, guitarrista da banda. O nome é junção de Dri (apelido de Adriana, ex-namorada de Nando) e algarismo 3; número de faixas do álbum feitas para Adriana: Hi, Dri!, que abre o disco, Drês e Driamente.
No disco, Nando Reis ainda dedica canções para a mãe (que morreu em 1989, vítima de câncer) no poema musicado Conta; e à filha Sophia (atriz e VJ da MTV) na balada folk Só Pra So. Drês impressiona tanto pelas letras quanto pelos arranjos. As composições de Nando Reis e a produção de Pontual transparecem a honestidade do disco, que acabou assumindo um tom autobiográfico. Os arranjos pesados com muita guitarra, entrelaçados com canções que trazem um folk/rock setentista de muito bom gosto, fazem do álbum uma boa amostra da versatilidade do ex-baixista dos Titãs e da banda que o acompanha.
Na minha humilde opinião, o destaque de Drês é, no entanto, a música Pra Você Guardei o Amor, uma composição de Nando Reis, cantada em parceria com Ana Cañas; uma das maiores revelações musicais de 2008. Com uma base acústica que pode ser considerada uma das melodias mais bonitas já feitas pelo cantor e compositor; e as duas vozes cantando simultaneamente, o resultado ficou bem interessante.
Nando Reis e Ana Cañas – Pra Você Guardei o Amor | Upload Music
Pra Você Guardei o Amor
Nando Reis e Ana Cañas
Composição: Nando Reis
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar

ana cañas e nando reis
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
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