Feeds:
Posts
Comentários

*Após quase três meses de luzes apagadas e nem um post pra contar a história, estou de volta. Não posso afirmar ainda que volto definitivamente, mas volto para este que, possivelmente (sim, possivelmente e, não, definitivamente) venha a ser o último post do ano.

Enfim, vamos ao que interessa:

Depois de acompanhar muitas tuitadas do Galtiery a respeito das listas de final de ano, comecei a pensar sobre as famigeradas. É verdade que todo ano é a mesma coisa (e em útimo ano da década é, com certeza, mais agravante): listas de melhores filmes, melhores bandas, melhores álbuns, melhores livros, etc.

Particularmente, acho as listas divertidas. Principalmete as listas que elecam os “piores” ao invés dos melhores. Deixando a ironia um pouco de lado e rendendo às frases de efeito, gosto do clima de retrospectiva que em parte traduz o mês de dezembro.

Quanto às listas de final de década, vale ressaltar que esta não é qualquer década. Esta é a década que deixa de ser chamada de anos 2000 para se tornar os anos “00″ (zero) do século XXI.

Não, eu não farei nenhuma lista aqui, até porque gostei de muita coisa desses dez anos (e desgostei outras tantas) e acho que não caberia aqui. Além do mais, sou uma pessoa indecisa; com certeza não saberia o que colocar numa lista e o que deixar de fora. Portanto, me abstenho dessa tarefa incrédula e encerro esperando que o início dos anos 10 do século XXI seja, pelo menos, tão produtivo quanto o final dos anos oo.

PS: sim, eu parafraseei o Bonner (@realwbonner) no título do post.

E pro caso de eu não voltar aqui até 2010:

HAPPY HOLIDAYS EVERYBODY!

em mais um dia normal em frente ao computador…

pic_1

5/05
Washington, DC

pic_2

10/06
Washington, DC

pic_3

7/08
Barcelona, Spain

ainda bem que a internet é um lugar democrático… por isso, sem julgamentos.

mais fotos

créditos: Mark Jenkins

É muito bom ver uma banda goiana ganhar projeção nacional e internacional.

Já que Goiânia é a capital brasileira do rock alternativo, nada mais justo do que uma banda daqui seja reconhecida.

black drawing chalks

black drawing chalks

O grupo ao qual me refiro é o Black Drawing Chalks (@blackdrawing). De volta de sua primeira turnê internacional, o quarteto concorre em três categorias no VMB 2009: Aposta MTV, Videoclipe do Ano (por My Favorite Way) e  Rock Alternativo.

O Black Drawing Chalks, que tem 4 anos de estrada, trabalha agora na divulgação do seu novo disco Life Is A Big Holiday For Us, que sucede o álbum de estréia Big Deal, lançado em 2007.

A votação on-line para o VMB 2009 será encerrada em 3 dias. Para votar acesse: http://vmb.mtv.uol.com.br/cat_artistadoano.html e longa vida ao rock goiano!

big deal

big deal

life is a big holiday for us

life is a big holiday for us

Confira abaixo o clipe do BDC que está concorrendo, My Favorite Way:

VACA AMARELA 2009

Final de Semana com muito rock em Goiânia!

É a 8ª edição do Festival Vaca Amarela, produzido pela Fósforo Cultural.

Este ano discutindo o tema meio ambiente, o Vaca Amarela traz na sua programação palestras e shows. Confira!

8º VACA AMARELA – 2009 – PROGRAMAÇÃO

Palestras Brasil Central Music / Feira do Empreendedor
Local – Centro de Convenções
Entrada franca

10/09 – quinta – 14 horas
Artistas e imprensa – Relação, necessidade recíproca e interesse público

Sérgio Martins (SP) – está na Veja desde junho de 1999. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (São Paulo), trabalhou na redação do jornal Notícias Populares, nas revistas BIZZ e Época e colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, além da revista americana Time.

Carlos Brandão (GO) – trabalha com cultura (música, composição, produção e administração de espaços culturais), há 42 anos. Começou em 1967, num espetáculo no Teatro Inacabado. Como letrista, tem mais de 200 músicas gravadas em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Bruxelas e Paris. Participou ativamente do boom do rock em Goiás, quando dirigiu o Centro Cultural Martim Cererê, entre 1999 e 2006. Dirige o Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro e produz, desde 2008, 10 semanas de shows com o melhor da MPB em Goiás, o Canto de Ouro. Nas horas vagas, é jornalista, desde 1978.

10/09 – quinta – 17 horas
Comunicação independente: gerando negócios e promovendo a cidadania

Rodrigo Lariú (RJ) – comanda a gravadora independente midsummer madness desde 1989. Já lançou 25 CDs, 101 EPs de bandas brasileiras e estrangeiras. Produtor e diretor de TV há 10 anos, com várias colaborações para Rolling Stone, Folha de SP e O Globo, Lariú também é sócio fundador da Abrafin e coordenador de ações no coletivo Rede Rio Música.

Marielle Ramires (MT) – comunicóloga graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e atualmente é gestora do setor Negócios do instituto cultural Espaço Cubo. É também diretora de comunicação da Abrafin e Primeira Secretária da Associação de Produtores e Gestores Independentes de Cubo Card (Asprogic).

11/09 – sexta – 14 horas
Música e quadrinhos – Interações, interdependência e contribuições mútuas

Galvão (SC/GO) –trabalha com quadrinhos e ilustrações desde 1995, já tendo
publicado em algumas das principais revistas e jornais do pais. Ganhou duas vezes o troféu HQMIX por melhor site de autor (2003 e 2004). Cartunista, chargista e quadrinista d’O Popular e Folha de S. Paulo

Pedro de Luna (RJ) – formado em Comunicação Social pela UFF com MBA em Gestão Cultural pela UCAM, trabalhou nas rádios Fluminense FM e Venenosa FM, foi editor do Jornal do Rock e do site SK8.com.br, além de colunista dos jornais International Magazine e Rock Press, do site da MTV, Punknet e revista OutraCoisa. Publicou tiras na revista Laboratório Pop e no Jornal do Brasil, do qual é editor do blog Quadrinhos. Coordena o coletivo Araribóia Rock e realiza o projeto Bandas Desenhadas, levando para as HQs o que acontece no mundo real da cultura independente.

12/09 – sábado – 14 horas
Festivais independentes – Erros de ontem, acertos de hoje, melhorias para amanhã

José Flávio Jr. (SP) –é jornalista e crítico musical. Atualmente ocupa o cargo de editor contribuinte de música da revista Bravo!. Também escreve para o caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, e assina a coluna LoveSounds, na revista LoveTeen, da Editora Abril. Integra o conselho artístico da Oi FM e produz o programa diário Guia Oi Sampa. Divide o podcast Qualquer Coisa com o jornalista Paulo Terron e o músico Max de Castro. Já trabalhou nas revistas BIZZ, Veja São Paulo e no site Usina do Som. Também publicou textos nas revistas Vip, Playboy, Rolling Stone, Capricho, Isto É Gente, Jungle Drums e para os cadernos Folhateen (Folha de São Paulo) e Caderno 2 (Estado de São Paulo).

Márcio Jr. (GO) – Produtor cultural, mestre em Comunicação pela UnB, criador da Monstro Discos e dos festivais Goiânia Noise e TRASH – Mostra Goiana de Filmes Independentes, vocalista da banda Mechanics.

13/09 – domingo – 14 horas
Cultura cidadã – Arte e protagonismo para um mundo melhor

Daniel Zen (AC) – bacharel em Direito pela UFAC e mestre em Relações Internacionais pela UFSC. Preside a Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, do Acre, os Conselhos Estaduais de Cultura e de Patrimônio Histórico e Cultural e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. Integra a rede de gestores do Circuito Fora do Eixo de Música Independente e é o atual Coordenador de Ação Política da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Toca contrabaixo na banda Filomedusa.

Léo Pereira (GO) –jornalista, publicitário, poeta e dramaturgo. Autor de três peças teatrais: Poética Bancária, Traga-me Bombons Coloridos e A Doença do Acúmulo. Ativista cultural do movimento de poesia falada e teatro amador de Goiás nos anos 70 e 80. Autor e letrista do projeto poético-cênico-musical Terrorista da Palavra, gravado ao vivo no dia 11 de setembro de 2003, no Tearo Inacabado.

13/09 – domingo – 17 horas
Como abrir e gerir uma casa de shows

Rafael Bandeira (CE) – proprietário do Hey Ho Rock Bar-casa de shows com mais de 6 anos de existência. Um dos realizadores do Ponto.CE,um dos maiores festivais independentes do Ceará.Vice-presidente da Casas Associadas – Associação Brasileira de Casas de Shows Independentes. Produtor executivo das bandas Fossil e Encarne. Membro da RedeCEM – Rede Ceará de Música – coletivo que integra o Circuito Fora do Eixo.

Cláudio Pilha (MG) – proprietário da casa de shows A Obra em Belo Horizonte, organizador do festival Campeonato Mineiro de Surf e presidente da Casas Associadas – Associação Brasileira de Casas de Shows Independentes.

*Shows:
Centro Cultural Martim Cererê – Goiânia/GO
Ingressos– R$ 15 para cada dia

Sexta – 11/09

01:00 Canastra (RJ)

00:30 Umbando

00:00 Trilöbit (PR)

23:30 Gloom

23:00 Los Cociñeros (ARG)

22:30 Gilbertos Come Bacon (DF)

22:00 Technicolor

21:30 Pato com Laranja

21:00 Black Sonora (MG)

20:30 Madame Butterfly e os Burlescos

20:00 Dom Capaz (MG)

19:30 Chimpanzés de Gaveta

19:00 MC Dyskreto

18:30 Kabiotó

18:00 Novos Ébanos

17:30 ABERTURA DOS PORTÕES

Sábado – 12/09

01:00 Dead Fish (ES)

00:30 Mugo

00:00 Johnny Suxxx and the Fucking Boys

23:30 MQN

23:00 Atomic Winter

22:30 Woolloongabbas

22:00 Boddah Diciro (TO)

21:30 Anesthesia Brain

21:00 Ressonância Mórfica

20:30 Snorks (MT)

20:00 Fígado Killer

19:30 Dimitri Pellz (MS)

19:00 Girlie Hell

18:30 Novos Vinis (Anápolis-GO)

18:00 Just Another Fuck

17:30 ABERTURA DOS PORTÕES

APOIO:
Adress Hotel
Amma
Comurg
Agepel
Sebrae/GO
Lei Municipal de Incentivo à Cultura
Governo de Minas Gerais
Prefeitura de Goiânia
Música Minas
República – A casa do rock

CERVEJA OFICIAL:
Cerveja Sol

FESTIVAL FILIADO À
Abrafin

MEMBRO DO:
Circuito Fora do Eixo

POSTOS DE VENDA:
Hocus Pocus
Ambiente Skate Shop

PROMOÇÃO:
Interativa
Reator

INTERCOM 2009

hey ho! let’s go!

INTERCOM 2009

* postei este comentário sobre o filme “Um beijo roubado” no blog do Lisandro. quem se interessar, veja o filme e acompanhe as discussões!

“Um beijo roubado” é um filme com qualidades e defeitos, mas acho que as qualidades se sobressaem bem. A receita é simples e já bem conhecida: a história de um rapaz e uma moça que se conhecem e passam por obstáculos para ficarem juntos.

Wong Kar-Wai foi feliz na escolha dos planos de cena e das movimentações de câmera. A iluminação ajuda a transparecer os sentimentos dos personagens, ora escurecida nos momentos de tristeza e melancolia, ora avermelhada indicando raiva. A fotografia e a cenografia também ficaram bem interessantes. As cenas da torta de blueberry com sorvete que aparecem repentinamente e os cortes inesperados de uma cena para a outra são amostras de como o filme foge do abc do cinema clássico.

Falando um pouco mais sobre a torta de blueberry, o simbolismo que a envolve esclarece muito sobre o filme. Jeremy, em uma conversa com Elizabeth, afirma que sempre, ao final do dia, vende pedaços de todas as outras tortas, mas a de blueberry permanece intacta, as pessoas a “rejeitam”. Elizabeth, ao descobrir que o namorado a trocou por outra, se sente rejeitada, por isso pede uma fatia da torta e passa frequentar o Café de Jeremy, sempre para comer a torta de blueberry e conversar.

Em relação às cenas nas quais as paredes de vidro do Café estão entre a câmera e os personagens, não interpretei a presença do vidro como uma forma de o diretor impedir que o telespectador se aproximasse dos personagens. Para mim, o vidro estava ali por que os próprios personagens estavam passando por um momento de auto-conhecimento, e nem eles mesmos conseguiam mostrar os seus verdadeiros sentimentos.

Essa interpretação também pode ser feita quando Elizabeth está em sua viagem. Boa parte das cenas da personagem a mostram em uma superfície espelhada, na qual seu reflexo também é enquadrado. Interpretei essas cenas como situações nas quais a personagem estava se redescobrindo, já que esse era o motivo da viagem, em primeiro lugar. Acho que isso se confirma no final do filme, quando as cenas são um pouco mais nítidas.

As outras narrativas que se encaixam à história de Elizabeth durante a viagem (Arnie, Sue Lynne, Leslie e seu pai) podem até se juntar ao filme de forma inesperada, ou repentina, mas elas servem para dar à personagem principal novas perspectivas sobre a vida. Essas novas histórias acabam se mostrando determinantes para a volta de Elizabeth para Nova York.

A trilha sonora realmente se destaca, as interpretações de Norah Jones e Cat Power ficaram muito boas. No entanto, em alguns momentos da narrativa, as músicas parecem não se encaixar ao roteiro. Também concordo que, às vezes, a narrativa fica lenta e o filme acaba ficando um pouco chato, mas não deixa de ser interessante.

Quanto às atuações de Jude Law e Norah Jones nos papéis principais, acho que o próprio filme não exigia muito deles. O filme não pede que os personagens tenham grandes conflitos psicológicos ou reajam com profundidade o tempo todo. Apesar de o filme surpreender estruturalmente e fugir da simples “história de amor com obstáculos”, ele permite uma interpretação mais amena dos atores.

um beijo roubado

um beijo roubado

ficha técnica:

título original: My Blueberry Nights

gênero: Drama

duração: 01 hs 30 min

ano de lançamento: 2007

site oficial: http://www.myblueberrynightsmovie.co.uk/

direção: Wong Kar-Wai

roteiro: Lawrence Block e Wong Kar-Wai, baseado em estória de Wong Kar-Wai

produção: Stéphane Kooshmanian, Jean-Louis Piel, Jacky Pang Yee Wah e Wang Wei

música: Ry Cooder

fotografia: Darius Khondji

direção de arte: Judy Rhee

figurino: Sharon Globerson

edição: William Chang

elenco: Jude Law (Jeremy), Norah Jones (Elizabeth), Frankie Faison (Travis), David Strathairn (Arnie Copeland), Adriane Lenox (Sandy), Rachel Weisz (Sue Lynne), Benjamin Kanes (Randy), Cat Power (Katya), Natalie Portman (Leslie)

HAPPY BLOGDAY!!!

Entrando na onda do dia mundial do blog, algumas sugestões:

blog day

1. http://rtietz.blogspot.com/ – blog do professor da área de comunicaçãoRoberto Tietzmann, da PUC-RS.

2. http://galtiery.wordpress.com/ – blog do galtiery, amigo e estudante de jornalismo (assim como eu).

3. http://brennokelvys.blogspot.com/ – blog do brenno, amigo e estudante de direito.

4. http://agendacult.wordpress.com/ – blog que divulga a agenda cultural de são paulo.

5. http://renatabatata.wordpress.com/ – blog sobre estilo e modo de vida.

Divirta-se!

Instruções:


  1. Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
  2. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2009.
  3. Escreva uma descrição curta dos Blogs e coloque um link para os blogs recomendados.
  4. Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
  5. Junte a tag do BlogDay usando este link:
    http://technorati.com/tag/blogday2009 um link para o site do BlogDay:http://www.blogday.org

Participe!

Os britânicos do Arctic Monkeys, com o lançamento do novo disco marcado para a próxima segunda-feira, dia 24, participaram do essa semana do programa Zane Lowe na Radio 1 da BBC. Humburg é o terceiro álbum da banda, que foi fenômeno de vendas em 2006, com o disco de estréia Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not.

No programa de rádio, eles fizeram uma apresentação ao vivo no estúdio. Entre as músicas tocadas, estão duas do novo trabalho, o single Crying Lighting e Secret Door. As outras canções do dia foram The View From The Afternoon, do primeiro álbum e 505, de Favourite Worst Nightmare, segundo disco do Arctic Monkeys, lançado em 2007. Quanto às novas canções, a banda conseguiu mostrar que continua com a qualidade de sempre, e o vocalista e principal compositor da banda Alex Turner, que tem capacidade para surpreender muita gente.

drês

drês

No dia 22 de maio, o ex-Titã Nando Reis lançou seu novo álbum. Intitulado Drês, o disco fecha uma trilogia “romântica” do cantor. A letra A, de 2003 e Sim e Não, de 2006 são os álbuns que completam o ciclo. Sexto disco da carreira solo do cantor, Drês é o terceiro gravado em parceria com o grupo Os Infernais e com a produção de Carlos Pontual, guitarrista da banda. O nome é junção de Dri (apelido de Adriana, ex-namorada de Nando) e algarismo 3; número de faixas do álbum feitas para Adriana: Hi, Dri!, que abre o disco, Drês e Driamente.

No disco, Nando Reis ainda dedica canções para a mãe (que morreu em 1989, vítima de câncer) no poema musicado Conta; e à filha Sophia (atriz e VJ da MTV) na balada folk Só Pra So. Drês impressiona tanto pelas letras quanto pelos arranjos. As composições de Nando Reis e a produção de Pontual transparecem a honestidade do disco, que acabou assumindo um tom autobiográfico. Os arranjos pesados com muita guitarra, entrelaçados com canções que trazem um folk/rock setentista de muito bom gosto, fazem do álbum uma boa amostra da versatilidade do ex-baixista dos Titãs e da banda que o acompanha.

Na minha humilde opinião, o destaque de Drês é, no entanto, a música Pra Você Guardei o Amor, uma composição de Nando Reis, cantada em parceria com Ana Cañas; uma das maiores revelações musicais de 2008. Com uma base acústica que pode ser considerada uma das melodias mais bonitas já feitas pelo cantor e compositor; e as duas vozes cantando simultaneamente, o resultado ficou bem interessante.


Nando Reis e Ana Cañas – Pra Você Guardei o Amor | Upload Music

Pra Você Guardei o Amor

Nando Reis e Ana Cañas

Composição: Nando Reis

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar

ana cañas e nando reis

ana cañas e nando reis

Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

 

*texto feito pra aula do Lisandro em junho de 2009 (ainda sem correção).

 

Crimes e Pecados é o décimo nono filme de Woody Allen, que além de dirigí-lo, ainda assina o roteiro e atua na trama. Lançado em 1989, é mais um trabalho de Allen discutir religião, adultério, moral, assassinato e ética. Apesar de fugir um pouco do estilo cômico que consagrou o diretor, o filme não perde seu caráter irônico. A trilha sonora instrumental é um aspecto que merece destaque; marca registrada do diretor, mais uma vez ela se fez impecável na trama. Recheado de flashbacks e cenas gravadas em plano médio e americano, Crimes e Pecados conduz duas narrativas distintas, que só se entrelaçam nas últimas cenas do filme.

As histórias de Judah Rosenthal e Cliff Stern são contadas simultaneamente, embora o maior conflito seja protagonizado pelo primeiro. Judah é um oftalmologista, casado há 25 anos com Mirian, bem-sucedido e que mantém um relacionamento extraconjugal com Dolores. Em um dos vários flashbacks do filme, descobre-se que Dolores era aeromoça e conheceu Judah em uma viagem. O conflito de maior destaque começa quando Dolores envia uma carta para Mirian, contando tudo sobre o affair do marido. Judah encontra a carta antes da esposa e tira satisfações com a amante.

Quando Dolores ameaça contar tudo, não só sobre seu romance com o oftalmologista, como também segredos a respeito de suas jogadas financeiras antiéticas cometidas no passado, Judah se vê encurralado. Seu irmão Jack, que mantém contatos com criminosos, sugere que Judah encomende a morte de Dolores. Woody Allen mostra a possível revelação do adultério como uma interferência nas aparências mantidas por Judah em relação à sociedade, para a qual é uma espécie de exemplo. O oftalmologista teve uma criação baseada na religião judaica, e conflita com isso várias vezes durante a trama.    

No início do filme, é mostrado um coquetel, uma festa na qual Judah é homenageado pelo seu trabalho dentro da oftalmologia. Nestas cenas há uma sequência de panorâmicas, mas a maioria delas é feita com o plano mais fechado, ou seja, a câmera passeia pelo salão, mas não mostra muito além dos personagens. Allen abusa dos close ups durante todo o longa e já começa a usá-los nas primeiras cenas, que mostram um flashback curto de Judah encontrando a carta de Dolores para sua esposa.

Outra característica que merece destaque é que há poucas cenas no filme protagonizadas por muitos personagens. A grande maioria das sequências mostra dois personagens em diálogo. As cenas de Judah e Dolores e de Cliff com a sobrinha, são exemplos disso. No entanto, são também momentos que permitem o uso do plano americano, além do plano médio; ocasionalmente, o plano geral também aparece.

Cliff Stern é um cineasta fracassado que tenta finalizar um documentário sobre o professor de filosofia Louis Levy. Vivido pelo próprio Woody Allen, ele é casado com Wendy e acaba aceitando fazer um vídeo biográfico protagonizado pelo cunhado Lester (irmão de Wendy), um produtor de séries televisivas um tanto quanto arrogante. Cliff não gosta de Lester, mas topa fazer o filme para conseguir fazer seu documentário. Neste momento, entra em voga um conflito ético na vida do cineasta. Para ele, fazer o filme sobre a vida do cunhado seria sucumbir ao modo de produção cinematográfica que sempre condenara.

As duas histórias, de Judah e Cliff se desenrolam simultaneamente, mas a quebra na narrativa de uma para outra é repentina e não segue nenhum padrão. Quando menos se espera dá-se uma pausa na história de um e passa-se a contar a história do outro.

O elo que liga estas duas narrativas principais é o rabino Ben. Ben é o outro cunhado de Cliff, irmão de Wendy e Lester. Ele tem um problema na visão e é tratado por Judah. Em algumas de suas consultas, o oftalmologista acaba pedindo a Ben conselhos relacionados a Dolores. Curiosamente, é após uma conversa com Ben que Judah decide seguir o plano de seu irmão Jack e encomendar o assassinato da amante.

Durante a trama, cenas de outros filmes são mostradas. Um deles é Cantando na Chuva. Na cena, Cliff e Halley, colega de trabalho que ele conheceu durante as filmagens da biografia de Lester; estão vendo o material produzido com o professor Levy. Quando Halley encontra a película, Cliff revela que este é o único filme que possui e que o assiste a cada dois meses para se animar. Neste momento fica evidente o interesse de Cliff pela colega.  Cenas como esta e outras como as que Judah tem crises de consciência, por exemplo, mostram a importância da sutileza nas interpretações dos atores. As feições de Martin Landau, ator que vive Judah, por si só são capazes de transparecer a angústia do personagem.

A cena do jantar entre Lester, Halley, Wendy e Cliff confirma ainda mais os sentimentos de Cliff por Halley. Aqui, Allen usa travellings, e close ups de acordo com a fala dos personagens e deixa óbvio também o interesse de Lester por Halley. Neste ponto surge um impasse: seria o interesse de Lester e Cliff por Halley uma forma inconsciente de um personagem bater de frente com o outro, já que eles não se gostam? Talvez, mas a sinceridade das intenções de Cliff é mostrada de forma muito convincente.

Na sequência tem-se uma cena de Cliff conversando com a sobrinha sobre sua paixão por Halley, é neste momento que se tem certeza da pureza dos sentimentos do cineasta. Pois na cena, envolve-se a inocência da criança na discussão sobre um sentimento tão nobre quanto a paixão ou o amor.

Voltando a falar de Judah, seus conflitos de consciência continuam durante todo o resto da trama. Em uma percepção genial de Allen em relação ao roteiro, Judah conversa com o irmão sobre o crime e acaba por visitar a casa onde foi criado. Ao chegar ao local ele se depara com uma família judaica no meio de uma discussão à mesa de jantar. Isto confirma sua bronca com a religião, provavelmente devido ao autoritarismo de seu pai.

De volta à narrativa de Cliff, quando o professor Levy, personagem de seu documentário, comete suicídio, o personagem se encontra em seu momento mais confuso da trama. Como finalizar um filme no qual Levy filosofa a respeito da beleza da vida, sendo que este acaba de suicidar-se, ele se pergunta. Halley procura Cliff para consolá-lo e eles acabam se beijando. A iniciativa tomada por Cliff mostra que seu interesse não é correspondido da maneira que desejava.

Enquanto isso, um detetive procura Judah em seu consultório e faz perguntas a respeito de Dolores. Judah consegue se sair bem das perguntas do detetive, mas sua crise de consciência o faz querer confessar o crime. No entanto, Jack o impede e ele acaba desistindo. A este ponto, a família do oftalmologista começa a perceber e estranhar suas mudanças de comportamento.

O filme traz uma surpresa quando o vídeo de Cliff sobre a vida de Lester fica pronto. O personagem acaba comparando o cunhado a Mussolini e mostra uma imagem denegrida de Lester (para Cliff, a imagem real do produtor televisivo). Isto indica o arrependimento de Cliff em ter aceitado o trabalho e passado por cima dos seus princípios enquanto cineasta. Lester demite o cunhado e novamente Halley está por perto. Tomado pela situação, Cliff acaba pedindo Halley em casamento. A reviravolta da sequência ocorre quando Halley revela que vai se mudar para Londres por quatro meses, para trabalhar, deixando Cliff desnorteado.

Ao se passarem os quatro meses da temporada de Halley em Londres, os personagens se reúnem em uma festa que marca as cenas finais da trama e une as duas histórias. Um casamento judaico, da filha de Ben, o rabino, que agora já está completamente cego, revela o noivado de Halley e Lester, que se encontraram em Londres e o anúncio do divórcio de Cliff e Wendy. Na festa, Halley procura Cliff para defender sua relação com Lester e devolver uma carta de amor a ele. Segundo o cineasta, aquela era a única carta de amor que havia escrito.

Judah e Cliff conversam no casamento, enquanto Lester e Wendy discutem os ideais do último. Judah diz a Cliff que tem o roteiro perfeito para a história de um crime e começa a contar sua história. Cliff discorda do final da história e sugere outra conclusão, na qual o criminoso se entregaria. Judah se sente culpado por ter cometido o crime e por não ter tido que pagar por ele. Agora ele tem que viver com os seus pecados. Enquanto Ben dança com a filha, é mostrada uma montagem com cenas do filme, embalada pela locução de uma fala do professor Levy.

Em um filme cheio de nuances técnicas e narrativas, Woody Allen conseguiu mostrar sua versatilidade como diretor e roteirista. Nos conflitos mostrados nota-se que o sentimento que movimenta as histórias é a culpa. O entrelaçamento das narrativas é feito de forma interessante, sendo concretizado apenas na última sequencia. Usando os clichês a seu favor, Allen criou um ambiente inóspito, pronto para levar os personagens ao conflito a cada ação. As ironias podem ser identificadas na cadeia de eventos resultante do crime cometido por Judah, que terminou livre do crime (mas, não do pecado) e continou prosperando, na quase história de amor malsucedida de Cliff e Halley e na frase proferida por Judah nas cenas finais “se quer um final feliz, vá ver um filme de Hollywood”. 

 

 

crimes e pecados

crimes e pecados

 

Título Original: Crimes and Misdemeanors
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 104 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
1989
Estúdio: Orion Pictures Corporation
Distribuição: Orion Pictures Corporation
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Robert Greenhut
Direção de Fotografia: Sven Nykvist
Desenho de Produção: Santo Loquasto
Direção de Arte: Speed Hopkins
Figurino: Jeffrey Kurland
Edição: Susan E. Morse

Postagens Antigas »